Caminhonete lançada em 2016 foi prometida para o Brasil, mas fim da produção da Frontier na Argentina encerra trajetória do modelo Durou menos de dez anos a incursão da Renault entre as picapes médias. A Alaskan, lançada em 2016 e prometida diversas vezes para o mercado brasileiro, sairá de linha no fim do ano sem uma sucessora.
O anúncio do fim da produção da Nissan Frontier na fábrica de Santa Isabel, em Córdoba (Argentina) tem como consequência secundária a saída de cena da Renault Alaskan.
A picape média nasceu da parceria entre a japonesa Nissan e a francesa Renault. Baseada na Frontier, a Alaskan compartilhava plataforma, conjunto mecânico, boa parte das peças de desenho interno e externo e até a linha de montagem na Argentina.
Interior da Alaskan é idêntico ao da Frontier
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Com o fim da produção da Frontier na Argentina, a Alaskan também deixará de ser produzida. Vale lembrar que a fábrica de Córdoba pertence à Renault, e vai continuar produzindo Kangoo, Logan e Sandero. Nos próximos anos, a picape intermediária fruto do projeto Niagara também será feita ali.
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Casamento turbulento
Renault Alaskan tinha portas, caçamba e lanternas derivadas da Frontier
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O fim da produção da Alaskan, prevista para os últimos meses de 2025, é o último capítulo de uma história que não foi bem sucedida e que também envolveu a Mercedes-Benz. Lá em 2016, o plano original era outras duas caminhonetes médias baseadas na Frontier. Além da Renault Alaskan, haveria uma variante luxuosa com a insígnia da Mercedes, a Classe X.
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Apresentadas em 2016, foram produzidas na Europa e vendidas no continente, e também na África. A distribuição na América Latina seria feira pela fábrica de Córdoba. Mas esse plano não se concretizou por uma série de fatores.
Mercedes-Benz Classe X era o terceiro fruto da parceria de picapes com Nissan e Renault
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No caso da Classe X, os primeiros protótipos argentinos não alcançaram a qualidade esperada pela Mercedes-Benz. Quando a Nissan prometeu os ajustes e apresentou um novo orçamento, os alemães pularam fora.
Já a Alaskan argentina prosperou, sempre usando o motor 2.3 turbodiesel de 190 cv da Frontier. No Brasil, a caminhonete foi cogitada diversas vezes, mas a Renault nunca bateu o martelo para sua chegada.
Renault Alaskan apareceu no Salão de São Paulo de 2018
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Uma curiosidade é que ela deu as caras no Salão do Automóvel de São Paulo de 2018, mas só no final do dia, após a coletiva de imprensa para os jornalistas. Mas a pouca expertise em um segmento extremamente competitivo dificultou a vinda da picape.
Nos últimos anos, com o crescimento da categoria, a Renault até cogitou investir em uma reestilização para, enfim, trazer a Alaskan ao Brasil. Mas o plano também não foi adiante.
Nova picape Renault
A Renault seguirá investindo no segmento de picapes. E, curiosamente, esse plano envolve a Argentina. A fábrica de Córdoba será a responsável pela produção do fruto do projeto Niagara, uma caminhonete intermediária posicionada acima da Oroch.
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